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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Qual a Melhor Hora para tirar as Fraldas do Bebê

O início da retirada das fraldas é sempre muito trabalhoso e requer paciência e dedicação. Deve ser um momento tranquilo, uma fase importante na vida da criança e dos pais e encarado sem desesperos. O seu bebê está evoluindo, ficando independente. Este processo não deve ser executado com pressa. A criança que ainda não tem maturidade suficiente para se controlar, quando é obrigada à deixar as fraldas, pode ter sérios problemas de incontinência urinária ou de intestino preso. Neste caso, o melhor à fazer é dar tempo ao tempo.

A criança precisa se sentir segura para começar à ficar sem as fraldas. Ela deve andar, pedir para ir ao banheiro e tirar suas roupas que devem ser mais leves e confortáveis nesse período para que possa facilitar o manuseio, como as roupas que tem elásticos. Dizem os pediatras que, uma criança de 2 anos de idade já se sente pronta e à vontade para o início da retirada das fraldas. Porém, cada criança tem o seu tempo de desenvolvimento para esta aprendizagem. Por exemplo: minha filha Sellynna saiu das fraldas com 1 aninho e 3 meses, já o meu filho Matheo com 1 aninho e 8 meses, ainda as usa... Respeite o momento de cada criança.


Tudo ao seu tempo certo: Um bom momento para começar à treinar a criança é quando ela começa à comunicar que está suja ou que sente vontade de fazer xixi ou cocô. Uma dica muito boa também, é fazer a criança sentir interesse pelo o que os pais ou irmãos vão fazer no banheiro. Deixar a porta do banheiro aberta pode fazer a criança imitar os adultos e entender que o banheiro serve para fazer as suas necessidades fisiológicas.

Para começar à tirá-la das fraldas, compre um penico que chama a atenção da criança e o deixe no lugar em que a criança costuma brincar. A criança deve conhecer o penico, de vez em quando, coloque-a sentada nele com roupa e tente explicar para que serve o penico, nessas horas, até algumas brincadeiras ajudam a criança à se descontrair e se interessar em usar o penico.

Quando já estiver acostumada, deixe o penico no banheiro e comece à explicar o que deve acontecer lá dentro. Comece à deixar a criança de calcinha ou cueca sentada no penico de vez em quando e acostume-se à perguntar sempre para ela se quer fazer xixi ou cocô, levando-a de vez em quando para o banheiro. Se a criança já estiver conseguindo se manter seca a maior parte do dia, este é um bom sinal que já se pode eliminar de vez as fraldas.


Assim que se inicia o controle da criança, ela ainda terá mais 5 ou 6 meses para adaptação total. Após a criança usar frequentemente o penico, deve-se adaptar o vaso sanitário e estimulá-la a usá-lo. Não demore de levar a criança ao banheiro quando ela pedir. Quando a criança já estiver acostumada com todo este processo, já podemos pensar em retirar também a fralda noturna... assim que começar à acordar seca, o que não demora muito depois que a criança consegue se controlar durante o dia.

Não se frustre quando acontecerem pequenos "acidentes", a criança está em uma nova fase e precisa de apoio e compreensão. Na hora de dormir, evite oferecer muito líquido para a criança que pode acordar com a cama toda molhada no início do treinamento e sempre a leve ao banheiro antes de dormir. Não se esqueça, esta é uma nova fase para a criança e os seus limites devem ser respeitados. As fezes são controladas um pouco mais tarde, mas nem tanto assim.

Não se deve brigar ou castigar a criança quando sair alguma coisa errado, pois este ato pode atrapalhar o aprendizado dela e fazer com que se sinta amedrontada na hora de fazer suas necessidades. Elogie sem exageros quando a criança conseguir fazer tudo direitinho. Às vezes ela pode ficar sentada no penico e no vaso sanitário sem fazer nada e quando se levantar, urinar ou fazer cocô na roupa. Isso tudo é normal.

Meninos e meninas aprendem primeiramente sentados. Os meninos devem ser estimulados a fazer xixi em pé como o papai depois que aprender a se controlar. Nessa hora, o mais recomendado é que o menino vá ao banheiro com o papai para que ele possa aprender na prática com é que se faz. O apoio paterno é muito importante para o menino neste momento.

Estimule a sua criança com amor e carinho que é o que ela mais precisa nesta nova fase da sua vida. Nunca faça chantagens ou trocas com a criança e esteja preparada(o) caso a criança regrida no que aprendeu caso apareça um novo irmãozinho... pois a criança pode se sentir enciumada e tentar chamar a atenção dos pais dessa forma. Tenha paciência e conseguirá chegar ao objetivo com sucesso...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Educando para a Leitura

Educação
Estimulando a leitura


Psicopedagoga Ana Cássia Maturano dá dicas para ocupar as crianças nas férias e, de quebra, formar pequenos leitores.

Mês de férias escolares, período em que a maioria das crianças, se não vai para uma colônia de férias, fica o dia inteiro em casa. Esse tempo ocioso é, quase sempre, gasto diante da TV. Segundo a psicopedagoga Ana Cássia Maturano, os pais poderiam usar o período das férias para criarem o hábito da leitura entre as crianças. “Além de ocupar a criança, o tempo é preenchido com uma atividade que desenvolve o intelecto”, afirma.

Com tantas atividades eletrônicas, opções multimídia de ensino e de divertimento, os livros são cada vez menos requisitados nas horas de lazer pelo público infantil. Contudo, como hábitos também são adquiridos por influência dos pais, as crianças podem aprender a gostar de ler a partir de atitudes simples. “A prática da leitura exige uma atitude ativa, permitindo o exercício da criatividade, da imaginação e da livre interpretação”, explica a especialista.

A psicopedagoga sugere, para fazer da leitura uma atividade prazerosa, que os pais desde cedo presenteiem os filhos com livros e levem os pequenos leitores a bibliotecas ou em eventos como a Bienal do Livro.Um bom começo é o próprio modelo dos pais, demonstrando prazer nessa atividade. Eles podem comentar com os filhos o que leram, buscar informações em material impresso e ler para e com as crianças num momento de prazer.

Ana Cássia explica que nunca a leitura pode ser aplicada como um castigo, para não tomar conotação indesejada, pois a criança pode associar esta atividade à punição. “Isso tolheria qualquer entusiasmo, pois tal prática adquiriria um valor negativo” afirma.

Um tipo de livro para cada idade

A leitura pode e deve ser estimulada na criança desde cedo. “A faixa etária é só um indicador”, ressalta a psicóloga. “Antes de mais nada, é necessário observar o desenvolvimento da criança para perceber o que é mais adequado a ela, pois quanto mais nova, maior deve ser a participação do adulto em atividades envolvendo livros”. Confira as dicas da psicóloga para o estímulo da leitura em cada faixa etária:

Entre um ano e meio e três anos: Nas crianças menores, Ana Cássia sugere incluir entre os brinquedos livros de papelão, plástico ou pano, contendo gravuras que permitirão a criança explorar o ambiente pelo tato e nomear os objetos.

Dos três aos seis anos: Aqui os livros só com imagens e enredos curtos são os mais indicados, já que as crianças utilizam atividades lúdicas no seu impulso de descobrir o mundo real e a linguagem nesta fase. “No material deve haver o predomínio absoluto das imagens, simples e de fácil comunicação visual, retratando histórias comuns relacionadas ao cotidiano da criança, que possam ter algum significado para ela”, explica Ana Cássia. “O enredo deve ser curto, contendo humor e mistério, com repetição dos elementos para a manutenção de sua atenção”. A participação do adulto é essencial, segundo a psicóloga, “enquanto leitor das situações apresentadas, permitindo à criança estabelecer uma conexão entre o mundo real e o mundo da palavra, que nomeia o real”. Ela alerta para a necessidade de o adulto tornar a leitura interessante e incluir a criança como um participante ativo, “fazendo-a interagir com a história por meio de perguntas, por exemplo, ou pedindo que reconte a ´estória´ numa outra situação”.

Dos seis aos oito anos: é nesta idade que a criança inicia o aprendizado formal da escrita. Segundo Ana Cássia, a atividade requer ainda o predomínio da imagem como ferramenta para ajudar a criança a entender o texto. Assim, as situações apresentadas devem ser simples, referir-se ao mundo maravilhoso ou cotidiano, com toques de humor e ter começo, meio e fim. Outra dica, segundo a especialista, é buscar histórias com personagens bem definidos quanto ao caráter, “para evitar que a criança se confunda quanto a esse aspecto”. Para uma melhor compreensão do texto nesta fase, ele deve ser breve, conter palavras de silabas simples, frases em ordem direta e elementos repetitivos. Os temas podem ser variados, mas um elemento sempre atrativo nesta etapa é o da inteligência vencendo a força. “Não se deve perder de vista que o pequeno leitor está se arriscando numa nova aventura, com muitos obstáculos a serem superados”, explica Ana Cássia. “Por essa razão, o incentivo carinhoso e compreensivo do adulto é fundamental nessa descoberta”.

Dos oito aos 10 anos: Nesta fase em que a criança já tem um domínio maior do mecanismo da leitura, Ana Cássia indica livros contendo imagens dentro de uma relação dinâmica entre o verbal e o visual, de modo a ampliar a compreensão do texto. As frases continuam simples, porém devem ser substituídas aos poucos por períodos compostos por coordenação. Com começo, meio e fim, as histórias preferencialmente devem contar com uma situação central, a ser resolvida com toques de humor e situações inesperadas, podendo ser reais ou fantásticas. “Mais uma vez o adulto assume papel importante, não só de incentivador da atividade, mas também no pós-leitura, funcionando como um suporte frente ás dificuldades”, explica a psicóloga.

Dos 10 aos 12 anos: Nesta idade, o leitor já domina o mecanismo da leitura, tem maior capacidade de concentração e abstração e é capaz de compreender o mundo expresso no livro. Os textos podem ser mais densos, maiores, com uma linguagem mais elaborada, sendo as imagens dispensáveis. Ana Cássia ressalta que há, nesta fase, uma grande atração por confronto de idéias, por heróis humanos que lutam por seus ideais, histórias de problemas cotidianos que impedem a realização do indivíduo ou histórias de amor, por elementos desafiadores da inteligência, num contexto realista ou maravilhoso. Há uma farta variedade de literatura para essa faixa de idade. Exemplos são contos, crônicas, novelas de aventuras ou sentimentais, mitos, lendas, ficção científica, policial, documentários, histórias de humor, de raças ou animais. E o adulto, qual função ocupa nessa empreitada? “Aqui o leitor já é um pré-adolescente, alguém que se sente muito forte e portanto dispensa a participação dos adultos, que podem assumir o papel de desafiados desse ser em ebulição”, ressalta a psicóloga.

A partir dos 12 anos: Nesta etapa encontra-se o leitor crítico que, por ter um pensamento mais reflexivo e dominar plenamente a leitura, é capaz de fazer uma reflexão mais profunda do texto a da realidade. O mercado editorial para essa faixa etária é bastante amplo. “Um adolescente que foi estimulado durante sua vida para o exercício da leitura, que freqüentou livrarias e bienais, de uma maneira positiva, não terá dificuldade em saber o que ler, não só por seus interesses, mas por já estar habituado a atividades do gênero”, resume Ana Cássia.

Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga pela USP, especializada em Problemas de Aprendizagem. É co-autora do livro Puericultura – Princípios e Práticas, onde aborda aspectos relacionados a ‘estimulação cultural da criança’